domingo, 2 de setembro de 2012

Art.17 - Como atender à IDR diariamente.


A nutricionista Bianca M. Chimenti Naves, do Espaço N.O. (SP), elaborou um cardápio de sete dias, com sugestões de como incluir oito porções de vegetais nas refeições que você já costuma fazer. Confira no artigo 01 no início do blog (vc está no art.17).
Como conciliar carbohidratos, proteinas, frutas, verduras e legumes e fornecer ao corpo humano as quantidades diárias recomendadas?

Antes de tudo é preciso ter foco nas necessidades. A necessidade de um atleta é diferente de um ser humano que não faz exercícios.

É preciso fornecer as quantidades recomendadas em termos de energia, distribuida entre carbohidratos, proteinas, lipídios e sais minerais.

Art.16 - O que é a Ingestão Diária Recomendada (IDR)?



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) define que a ingestão diária recomendada (IDR) é a quantidade de proteína, vitaminas e minerais que deve ser consumida diariamente para atender às necessidades nutricionais da maior parte dos indivíduos e grupos de pessoas de uma população sadia. A Resolução da Diretoria Colegiada 269, que descreve a IDR, não aborda a ingestão de carboidratos, gorduras ou fibras.

NUTRIENTEUNIDADEIDR
ProteínasG50
Vitamina Amcg RE (1)800
Vitamina Dmcg (2)5
Vitamina B1 (Tiamina)Mg1,4
Vitamina B2 (Riboflavina)Mg1,6
Niacina - B3mg (3)18
Ácido Pantotênico - B5Mg6
Vitamina B6 (Piridoxina)Mg2
Vitamina B12 (Cianocobalamina)Mcg1
Vitamina C Mg60
Vitamina E (Tocoferóis)mg a -TE (4)10
Biotinamg0,15
Ácido Fólicomcg200
Vitamina K (*)mcg80
Cálciomg800
Fósforo (*)mg800
Magnésiomg300
Ferromg14
Flúor (*)mg4
Zincomg15
Cobre (*)mg3
Iodomcg150
Selênio (*)mcg70
Molibdênio (*)mcg250
Cromo (*)mcg200
Manganês (*)mg5
(1) 1 UI = 0,3 mcg de retinol equivalente ou 1,8 mcg de beta-caroteno
(2) Sob a forma de colicalciferol. 1mcg de colicalciferol = 40 UI.
(3) 1 mg de niacina equivalente = 1 mg de niacina ou 60 mg de triptofano da dieta.
(4) 1 alfa tocoferol equivalente = 1 mg d-alfa-tocoferol = 0,671 UI = 0,671 mg d-L-alfa acetato de tocoferila
Fontes: Resolução GMC nº 18/94 - Mercosul e (*) RDA/NAS, 1989 


sábado, 1 de setembro de 2012

Art.15 - Tipos de vitaminas e suas funções


O que são as Vitaminas?
As vitaminas são compostos orgânicos da mais alta importância, necessárias ao crescimento, à reparação dos tecidos, ao funcionamento orgânico. Essenciais pra reações metabólicas específicas no meio celular e vitais para o funcionamento dos órgãos e crescimento (Vanucchi, 1998). São um grupo de nutrientes orgânicos que promovem o bem-estar físico e mental. Devem ser ingeridas diariamente (em quantidades adequadas), através da dieta, pois não são produzidas pelo nosso organismo. Essas substâncias não produzem caloria. As vitaminas podem ser divididas em dois grupos, onde a maior diferença entre eles, é o tipo de meio que cada um é solúvel.
Grupos:

Hidrosolúveis:
   B1 ou  Tiamina
     B2 ou Riboflavina
       B3 ou  Niacina
        B6 ou Pirodoxína
         B12 ou Cianocobalamina
          Ácido Fólico ou Folato
           Ácido Pantotênico ou B5
            Vitamina C ou Ácido Ascórbico

 Lipossolúveis
    Vitamina A ou Retinol
      Vitamina D
        Vitamina E ou Tocoferol
          Vitamina K


Hidrosolúveis
B1 ou Tiamina
Esta vitamina em muitas das suas funções se destaca por interferir diretamente no metabolismo de proteínas, gorduras e principalmente de carboidratos. A tiamina tem função de coenzima* no organismo quando se liga ao um P (fósforo).
As principais fontes desta vitamina são as carnes (boi, víceras, porco, aves), a gema do ovo e os grãos integrais (germe dos grãos). A deficiência da vitamina B1 é rara e é chamada de Beribéri. Seus principais sintomas são relacionados ao Sistema Nervoso Central pela falta de glicose (desordem no metabolismo dos carboidratos), como a fadiga, depressão, instabilidade emocional, anorexia e retardamento do crescimento. Esse distúrbio ocorre muito em alcoólatras ou em regiões onde a alimentação básica é de cereais refinados.
*Co-enzima é uma substância que tem como principal característica, assim como as enzimas, atuar nas células de forma com que estas exerçam suas devidas funções. A co-enzima é uma “ajudante” da enzima.

B2 ou Riboflavina
Essa vitamina participa do crescimento e da reprodução e contribui para a cicatrização de feridas na boca, lábios e língua. É indicada em casos de depressão e na acne rosácea. Considerando uma mulher adulta a recomendação é de 1,2 a 1,6mg de vitamina B2 diariamente e suas fontes principais são: algumas vísceras de boi como fígado, rins e coração, o iogurte é uma boa fonte, brócolis, amêndoa, levedura de cerveja, queijo,arroz selvagem e soja.

B3 ou Niacina
A Niacina é indicada na esclerose múltipla, na nevralgia do trigêmio, ansiedade e hipercolesteronemia (aumento de colesterol).
Em excesso pode causar vermelhidão e calor (em doses maiores que 1 g/dia), além de náusea e distúrbios intestinais. Pessoas com predisposição a ter gota devem ter cuidado com ela, pois a quantidade ácido úrico em circulação pode aumentar.
A recomendação para mulheres adultas é de 13-18mg/dia.
Suas fonte naturais são: bife de fígado, atum, carne branca de frango, rim, peixe-espada, salmão, amendoim, semente de girassol….
Em um recente estudo a Niacina foi vista como uma vitamina que ajuda o tratamento de pacientes diabéticos.

B6 ou Pirodoxína
Indicada para mulheres com Tensão Pré Menstrual (TPM). A função da piridoxina   aliviar o edema associado à segunda metade do ciclo menstrual, bem como os sintomas de irritabilidade, dores de cabeça, depressão, inchaço das mamas, gases abdominais e constipação. Contribui ainda para o tratamento de problemas neurológicos, como a síndrome do túnel de carpo e da depressão. A recomendação diária desta vitamina é entre 2 e 2,2 mg. Doses muito elevadas entre 2 e 10 g/dia podem causar distúrbios neurológicos. As fontes naturais da Vitamina B6 são: cereal integral, levedo de cerveja, farelo e germe de trigo, melão, banana, abacate, suco de tomate, salmão, carne branca de galinha, peru, bife de fígado e truta.

B12 ou Cianocobalamina
A função e indicação da vitamina B12 é indicada para pessoas que têm problemas de fadiga, diabetes, dermatite seborréica, asma e anemia. É de extrema importância para a absorção dos nutrientes no estômago e para o crescimento e desenvolvimento cognitivo.
Alguns alimentos como café, álcool podem diminuir sua absorção, assim como medicamentos para pressão arterial, o fumo, a doença de Parkinson, gota e o aumento do colesterol. É recomendado que mulheres adultas ingiram 2 mcg diariamente desta vitamina. As principais fontes são: bife de fígado, presunto, salmão, caranguejo, lagosta, atum, queijo e ovos.

Ácido Fólico ou Folato
Atua principalmente na gestação, sua funções são: evitar que o feto desenvolva defeitos do tubo neural. Contribui para prevenir a displasia do colo do útero, a fissura do palato, a síndrome das pernas irriquietas, a depressão, além de inflamações e distúrbios no estômago e intestino. A deficiência do ácido fólico causa diminuição no crescimento intrauterino podendo interferir no desenvolvimento da criança futuramente, incluindo: incapacidade de aprendizado, desordens psiquiátricas na infância, retardo mental e outros distúrbios do crescimento e desenvolvimento da criança.
Em altas doses pode causar convulsões em epilépticos ou interferir com drogas anticonvulsivantes. As maiores fontes alimentícias de folato são: feijão, folha de vegetais verdes e cereais fortificados; alguns alimentos com menor quantidade de folato: suco de laranja e pão branco. Durante a gravidez, uma suplementação de folato juntamente com vitamina B6 pode aumentar a duração da gravidez, evitando, partos prematuros e nascimento de bebês com baixo peso. Além disso, observou-se que uma suplementação de ácido fólico antes da gravidez melhorou a fertilidade (aumento na taxa de concepções e no nascimento de gêmeos).

Ácido Pantotênico ou B5
A vitamina B5 é indicada para problemas como osteoartrites, artrite reumatóide, anemia, estresse, eczema e ateroesclerose. Altas doses dela podem causar diarréia. Porém não há relatos de toxidade. A recomendação para mulheres adultas é de 2.0 mcg/dia. As fontes da B5 são: bife de fígado, presunto, salmão, caranguejo, lagosta, atum, queijo e ovos.

Vitamina C ou Ácido Ascórbico
A vitamina C também chamada de ácido ascórbico melhora a cicatrização de feridas e atua sobre os estados alérgicos, beneficiando o sistema imunológico. Segundo alguns estudos, contribui para prevenir o risco aumentado de displasia e de câncer do colo do útero assim como de câncer de mama, por essas funções é conhecido como um potente antioxidante.  Em altas doses (mais de 6 g) a vitamina C pode causar diarréia e desencadear crises de gota. As recomendações diárias para uma mulher adulta é de 60 mg/dia.
As principais fontes desta vitamina são as frutas como acerola, laranja e goiaba, pimenta vermelha e verde, suco de grapefruit, melão, papaia, kiwi e couve de bruxela.

 Lipossolúveis
Essas substâncias são solúveis em solventes orgânicos, em gordura e não são solúveis em água, portanto para irem ao tecido alvo necessitam de moléculas transportadoras como o colesterol para atravessarem o plasma sanguíneo. As vitaminas lipossolúveis se ligam à uma lipoproteína, o Quilo Mícron que atravessa a circulação linfática pra entrarem no sangue e atingirem seus respectivos tecidos de depósito. Abaixo estão as vitaminas lipossolúveis:

Vitamina A ou Retinol
Existem 5 formas da vitamina A, sendo que a primeira e mais importante é a na forma de Retinol, forma alcoólica, onde se apresenta de forma TRANS que participa em todas as funções da vitamina A, e a forma CIS, que é a forma que participa apenas no ciclo da visão (ciclo visual). O Ácido Retinóico, é o ácido da vitamina A, quando ela se oxida. A última forma e muito importante, é chamada de pró-vitamina A ou Carotenóides, onde o de mais atividade é o beta-caroteno. Esta forma é encontrada nos alimentos de origem vegetal e é um precursor da Vitamina A.
Suas funções são:
- Reprodução, porém seu mecanismo não é muito esclarecido;
- Crescimento, onde sintetiza o ácido condroitin sulfúrico que é o responsável pelos osteoblastos que depositam íons Cálcio nos ossos, formando-os;
- Participa no ciclo da visão;
- Formação dos dentes;
- Manutenção da funcionalidade e estruturalidade dos epitélios, sintetizando muco, mantendo a pele íntegra e umidificada.
As fontes da Vitamina A de origem animal são: fígado de peixe como óleo de fígado de bacalhau, fígado bovino, carnes, ovos, leite integral e seus produtos gordurosos (creme de leite, manteiga), etc.
As fontes da pró-Vitamina A são de origem vegetal: hortaliças de folhas verde-escura como agrião, almeirão; frutas e legumes de cor amarelo alaranjadas como a cenoura, a manga, o mamão, tomate, milho, etc.
A hipovitaminose A, ou seja, a falta desta vitamina, causa a xerose da pele e aumento da queratinização, pele seca e escamada. Já quando sua ingestão está além do necessário ocorre perda de peso e pelos e vômitos.
Suia recomendação diária segundo a FAO/OMS variam de 65 mcg (195UI) por Kg de peso em crianças de 4 meses; e para adultos a recomendação é de 12mcg/kg de peso.

Vitamina D
A Vitamina D1 é a mais importante e é a que regula o metabolismo do Cálcio, ou seja, a calcificação óssea. A Vitamina D2 chamada de Ergocalciferol, tem como precursor o ergosterol presente nos vegetais, centeio e leveduras. A vitamina D3 ou Colecalciferol é a sintetizada na pele sob ação dos raios U.V. do sol em contato com o 7-dehidrocolesterol secretado pelas glândulas sebáceas presentes na nossa pele.
A Vitamina D aumenta a absorção do Cálcio e do Fósforo no lúmen intestinal por um mecanismo não esclarecido.
A carência desta vitamina prejudica o crescimento, e todo o metabolismo do Cálcio. Nas crianças causa o raquitismo e nos adultos a Osteomalácia. Quando a ingestão é acima do recomendado pode ocorrer o aparecimento de cálculo renal.
As principais fontes da Vitamina D são: óleos de fígado de peixe, atum, bacalhau, cação, gema do ovo.
Recomendações diárias segundo FAO/OMS:
- Para crianças até 1 ano e lactentes: 800 UI
- Para gestante: 600 UI
- Para crianças acima de 1 ano de idade: 400 UI
- Para crianças com depleção desta vitamina: 500-1500 UI

Vitamina E ou Tocoferol
A vitamina E é dividida em 8 compostos sendo que o mais importante é o alfa-tocoferol. Ela é lipossolúvel e chamada também de antiesterilidade por sua principal função estar relacionada à reprodução.
Suas principais funções são:
- é essencial à implantação e desenvolvimento da placenta;
- ser antioxidante, ou seja, se liga aos radicais livres produzidos pela peroxidação dos ácidos graxos poliinsturados ou saturados e converte estes compostos em compostos inofensivos ao organismo, impedindo o envelhecimento e aparecimento de tumores. Tudo isto tem o efeito de diminuir o colesterol depositado nas artérias;
- também é antioxidante da vitamina A, e também tem efeito sinergista na presença de outro antioxidante como a vitamina C e o beta caroteno;
     - previne necrose do fígado originada através dos alimentos;
     - diminui risco de doenças cardiovasculares, catarata, Alzheimer, Parkinson e outras;
      - anti-agregante plaquetário, isto é, inibe adesão de coágulos nas paredes das artérias;
- reforça sistema imunológico;
- ajuda a prolongar a vida das células sanguíneas;
- potencializa ação do metal selênio, porém diminui biodisponibilidade do ferro em crianças.
Esta vitamina pode ser encontrada nos óleos vegetais, leguminosas (feijões, soja), nas nozes, amêndoas e nos grãos integrais, está presente nos vegetais folhosos e tomate.
Sua carência pode causar distrofia muscular no sistema vascular, no Sistema Nervoso Central e esterilidade nos ratos. Nas fêmeas pode ocorrer anormalidades na gestação, provocando morte fetal.
Necessidades diárias: 10-30mg/dia em períodos da vida fetal, lactação e recém-nascidos. Para as outras idades, a quantidade recomendada de vitamina E é muito relacionada aos ácidos graxos poliinsaturados consumidos por dia.

Vitamina K
As principais formas da vitamina K são:
K1 ou liloquinona – encontrada na dieta.
K2 ou menaquinona – obtida através da síntese que ocorre no organismo a partir das bactérias intestinais, principalmente da Escherichia coli.
A absorção da vitamina K1 se dá no intestino delgado, necessita dos sais biliares e como todas as vitaminas lipossolúveis do Quilo Mícron (QM), que faz o transporte das gorduras e destas vitaminas da linfa até a circulação sangüínea. Já a vitamina K2 tem sua absorção no intestino grosso, porém o resto de sua absorção se dá igual a K1. São armazenadas no fígado, músculos e pele.
A utilização desta vitamina pelo organismo se dá muito rapidamente, então sua depeleção (sua deficiência) pode ocorrer em uma semana se:
 - houver uma deficiência na produção de sais biliares ou falta de gordura e proteínas;
- ocorrer esteatorréia (diarréia), ou seja, muita excreção de gorduras pelas fezes e assim perda da vitamina;
- estiver presente anticoagulantes ou ainda uma cirrose, onde a utilização desta vitamina estará diminuída pelo fígado;
- estiver utilizando antibiótico que destruirá flora bacteriana normal do organismo.
A vitamina K tem como principal função ser coagulante e anti-hemorrágica. Participa na formação de certos fatores de coagulação no fígado.
Sua carência pode aumentar o tempo de coagulação e diminuir a produção dos fatores de coagulação o que é perigoso por exemplo num paciente que irá fazer uma cirurgia, pois não haverá a coagulação ocorrendo uma hemorragia.
Está presente nos vegetais verdes folhosos como alfafa, couve e rúcula, assim como no fígado de porco.
Sua necessidade segundo a RDA: 80 mcg/dia para o homem e 65mcg/dia para a mulher. Para crianças até 6 meses 5mcg/dia e para as crianças de 6 meses até 1 ano sua recomendação é de 10mcg/dia.

Veja mais em: http://www.informacaonutricional.blog.br e
                    http://www.lactobacilo.com/nutrientes.htm

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Art.14 - Função do carbohidrato, proteina, lipidio no corpo. Alimentação antes do sono.

Todos nós sabemos a importância de um treinamento com intensidade suficiente para gerar estímulos hipertróficos. A qualidade desse treinamento interfere diretamente na quantidade de descanso ou recuperação necessária para realizar uma nova sessão de treinamentos buscando um progresso ainda maior do que no treino anterior. E é justamente nesse período de recuperação que ocorre a hipertrofia muscular.
Um dos períodos mais anabólicos do descanso é o sono. Apesar de ficarmos normalmente horas em jejum, vários outros fatores fisiológicos fazem este “custo X benefício” valer a pena. Dentre esses fatores, podemos citar a liberação do hormônio GH (importantíssimo na lipólise e em processos anabólicos), produção de testosterona, síntese muscular, dentre outros. Mas essa relação de custo X benefício somente privilegia indivíduos que conseguem realizar uma alimentação coerente antes deste período médio de jejum, visto que, do contrário, o catabolismo pela falta de nutrientes fará essa relação tender ao prejuízo.
Todavia, devemos saber o que comer e o quanto comer antes de dormir.
Carboidratos
Como fonte primária energética, os carboidratos são temidos neste momento. Todavia, não há nada que possa condená-los se utilizados da maneira correta. Obviamente, ninguém contará com a genética (e esteróides anabolizantes) de Dorian Yates e consumirá 1400Kcal vindas de um hipercalórico lotado de glucose e frutose antes de dormir. Porém, ingerir carboidratos de médio e baixo índice glicêmico (normalmente fibrosos) fará com que a manutenção do glicogênio muscular seja feita durante as horas em jejum, tornando-o mais anabólico. Aqui, caso seja a necessidade de consumo de carboidratos, alguns alimentos podem ser utilizados como batata doce, arroz integral ou até mesmo aveia. Aliás, por falar em aveia, devemos nos lembrar do glúten presente nela, o que pode ser extremamente conveniente para indivíduos que treinam logo após a primeira refeição. Assim, consumindo aveia em baixa quantidade antes do sono, teremos um esvaziamento gástrico mais retardado e, portanto, diminuiremos a depleção de glicogênio nas horas em jejum.
Além disso, carboidratos neste momento são indispensáveis para indivíduos que fazem sua refeição sólida após o treino como última refeição. Ficar sem carboidrato neste instante pode significar ganhos extremamente pífios. Mas, esses carboidratos devem obedecer a regra de, no mínimo serem complexos. Carboidratos simples ou até mesmo algumas combinações de oligossacarídeos podem facilmente contribuir para um aumento de gordura corpórea neste momento.
Lembre-se que vegetais também entram como carboidratos, porém, pelo baixo valor do macronutriente, apenas contribuirão efetivamente para o retardo no esvaziamento gástrico.
Lembre-se que o consumo ou não de carboidratos nesta refeição deve ser atendida conforme suas necessidades e avaliando os períodos de treino.
Proteínas
Talvez o macronutriente mais importante antes de dormir seja mesmo a proteína. Ela será hidrolisada em aminoácidos e estes servirão de matéria-prima para a síntese protéica de diversos tecidos, inclusive o muscular. Sem proteínas, o anabolismo é praticamente inexistente.
Neste momento, a regra é consumir proteínas de valor biológico alto, principalmente, ou seja, consumir carnes, ovos, alguns derivados de leite e pronto. Estes podem ser misturados então com uma proteína de valor biológico baixo, como o leite de soja, por exemplo que pode ser usada para mixar pós protéicos como albumina, caseína e blends diversos.
Independente de proteínas em pó mixadas ou proteínas sólidas, o esvaziamento gástrico não será tão alterado a ponto de prejudicar ou melhorar muito os resultados. Por isso, manter uma variedade é sempre conveniente.
Alguns aminoácidos podem também ser consumidos neste momento, como a L-Leucina (tomando cuidado com o estímulo de insulina que a mesma faz no corpo), L-Isoleucina e L-Valina. Apesar de não haver comprovação científica, alguns ainda defendem o uso da L-Glutamina. Cabe a você decidir suas condições para tal.
Lipídios
Por último e não menos importante, não poderíamos deixar de falar dos lipídios. Esses nutrientes são utilizados no período noturno principalmente como fontes energéticas, para o retardo do esvaziamento gástrico e também como substitutos parciais da glicose.
Esses Lipídios normalmente não obedecem uma regra da fonte que devem vir, podendo ser de carnes, gemas de ovos, óleos (azeite, linhaça, canola), de oleaginosas etc. Todavia, consumir MCTs nesse período pode não ser a melhor escolha, visto que eles não tem impacto no aumento do tempo do esvaziamento gástrico.
Conclusão:
Utilizando a alimentação de maneira correta nos períodos de sono, fica muito mais fácil obter bons ganhos e proporcionar ao corpo um ambiente extremamente anabólico, regrado a nutrientes de qualidade e hormônios altamente potenciais produzidos pelo próprio corpo.

veja mais em: http://dicasdemusculacao.com/alimentacao-antes-de-sono/ e
                    http://www.lactobacilo.com/nutrientes.htm

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Art.13 - Metais e Minerais presentes no corpo Humano



Dos 116 elementos químicos presentes na natureza, 14 são essenciais ao equilíbrio nutricional do organismo
O funcionamento do corpo humano consiste em uma série de reações químicas, executadas pelos órgãos internos. Nesse processo, os alimentos fornecem a energia responsável pela atividade das moléculas, formadas por elementos químicos presentes no emaranhado de números e siglas da tabela periódica.
Quando se fala em metais necessários para uma vida saudável, todos pensam imediatamente em ferro. Alguns, mais antenados com a nutrição ortomolecular, em zinco e selênio. A maioria desconhece que, entre as 116 substâncias da tabela periódica, 14 são essenciais para o equilíbrio nutricional. O cálcio, por exemplo, é vital para a formação dos ossos; já o sódio, elemento principal do sal de cozinha, pode trazer danos ao coração se consumido em excesso. Outros são pouco conhecidos e têm nomes estranhos. É o caso do molibdênio, presente em pequena quantidade no organismo e rapidamente absorvido no estômago e intestino delgado. Onde encontrá-lo? Nas ervilhas.
Os 14 metais importantes para o ser humano são conhecidos popularmente como sais minerais e estão presentes nos alimentos. Quem não come bem, seja por não ter acesso aos alimentos ou por uma opção dietética, precisa de suplementação.
AlumínioAl – Este metal é usado na atonia, no desenvolvimento mental das crianças, mongolismo, distúrbio de memória nos jovens e velhos. Útil quando associado ao lítio nas perturbações psíquicas nas manias depressivas e nos distúrbios neurovegetativo.
CloroCl – Ajuda a formação de ácido clorídrico, necessário para os glóbulos vermelhos e ativa enzimas. Carência: Debilidade muscular, edema cerebral.
Enxofre – S – Auxilia no combate de parasitas e micróbios, é importante para o crescimento, participa da insulina e é desinflamante.
Estanho – Sn – É ativo contra estafilococos, associado ao cobre, acnes, abcessos e furúnculos. Fator de crescimento.
Iodo – I - Metal do grupo 7 e número atômico 53, cuja função fisiológica é a de garantir o funcionamento da tireóide, a glândula vital do corpo humano. A deficiência leva ao hipotireoidismo. Mas o uso excessivo também é prejudicial especialmente para grávidas, pois o feto pode apresentar retardo mental. Em contato com a pele, prejudica o funcionamento da tireóide. O iodo é encontrado em quantidades variáveis nos alimentos e na água de beber. Os frutos do mar, tais como moluscos, lagostas, ostras, sardinhas e outros peixes de água salgada são ricos em iodo. A quantidade ideal para um adulto é o consumo de 5g de sal por dia. Hipertensos precisam de orientação médica para colocá-lo no cardápio.
Níquel – Ni – Reforça o efeito da insulina e vasopresina, Diminui a ação da adrenalina.
Cobalto – Co – Componente da vitamina B12 e de enzimas específicas, interfere na formação delas. Carência: Facilita a ocorrência de anemias, provoca disfunções do sistema nervoso e doenças da pele.
Sódio – Na - Elemento químico de número atômico 11, do grupo 1, tem um papel fundamental no metabolismo celular como, por exemplo, na transmissão do impulso nervoso. Participa também nos processos de contrações musculares e na absorção de nutrientes pelas células. A carência _ extremamente rara _ causa anorexia, náuseas, depressão, tonturas, dores de cabeça, dificuldade de memorização, fraqueza muscular e perda de peso. O excesso é bem mais prejudicial. Uma maior incidência da hipertensão na atualidade é atribuída ao consumo exagerado de sal na alimentação, em especial no mercado de fast food e alimentos industrializados. Para se ter uma noção, um tablete de caldo de carne já supre a necessidade diária de uma adulto, de apenas 1,5g.
Magnésio – Mg - De número atômico 12, este metal pertence ao grupo 2. Pesquisas revelam que o mineral apresenta um papel importante na perfórmance em esportes de resistência. Ele está presente principalmente nos músculos e ossos, para ajudar na contração muscular e metabolismo energético. Também combate o estresse e os sintomas da tensão pré-menstrual. Na alimentação,  encontra-se na banana, cereais integrais, semente de girassol, maçã, lentilha, tofú, limão, mel e atum. A deficiência é rara, mas é preciso prestar atenção em distúrbios que aumentam o risco de deficiência de magnésio, como a doença celíaca e a de Crohn, má absorção alimentar e alcoolismo crônico. Quem tem deficiência de magnésio deve consumir diariamente uma xícara e meia de chá com sementes de abóbora.
Manganês- Mn - Quando está em falta no organismo, esse elemento pode provocar baixo crescimento, anormalidades do esqueleto, disfunções reprodutivas, menor tolerância à glicose e alteração no metabolismo dos carboidratos e das gorduras. O metal é do grupo 7 e tem número atômico 25. Também é um excelente antioxidante, presente em cereais integrais, nozes, leguminosas, abacaxi e chás. Homens com mais de 19 anos devem ingerir 2,3mg do mineral diariamente. Já mulheres precisam consumir 1,6 mg por dia. Uma colher de sopa de gérmen de trigo contém 2mg.
Vanádio – V – Testes feitos em animais mostrou interferência no crescimento e na redução de cáries
Zinco – Zn - Atua no controle cerebral dos músculos, ajuda na respiração dos tecidos, participa no metabolismo das proteínas e carboidratos. Sua falta provoca a diminuição dos hormônios masculinos e favorece o diabetes. Como atletas perdem zinco pelo suor, eles podem se tornar deficientes desse mineral mais rapidamente. Um dos sinais de deficiência de zinco é o aumento de resfriados. As principais fontes do metal de número atômico 30 do grupo 12 são alimentos ricos em proteínas, como carnes, frango e peixe. Um bife grande de carne bovina supre as necessidades diárias de um adulto.
Cromo – Cr - Um santo remédio na prevenção e tratamento de diabetes, o cromo é um metal cinza e quebradiço, pertencente ao grupo 6. Está relacionado ao metabolismo da glicose, pois age aumentando os efeitos da insulina, ou seja, melhorando a captação da glicose pelas células. A sua falta provoca a resistência à ação da insulina, um agravante para o surgimento de diabetes. O mineral está disponível nos cereais integrais, carnes, feijão e no brócolis. Na tabela periódica, recebe o número 24. A dosagem ideal diária está contida em dois bifes médios de carne bovina.
Selênio – Se - Bem cotado entre os adeptos da medicina ortomolecular, o selênio faz parte do grupo 16. A castanha-do-pará é a principal fonte dessa substância, presente também nos ovos, arroz integral, peixes e carne de frango. Na tabela periódica, é o número 34. Entre as funções desempenhadas pelo selênio, destacam-se a participação na síntese de hormônios tireoidianos, a ação antioxidante, combatendo o envelhecimento das células. Coma uma castanha-do-pará ao dia e mantenha a dose ideal de selênio.
Silício – Si – Protege  os ossos, artérias e pele; influi no crescimento de cabelos e unhas; proporciona elasticidade e firmeza aos tecidos conjuntivos e vasos  sanguíneos. Carência: provoca calvície, varizes, problemas de pelo, cansaço mental, amolecimento dos dentes e transpiração excessiva.
Flúor – F - Conhecido por sua eficiência no combate às cáries, o flúor é um elemento químico, pertencente ao grupo 7 e de número atômico 9. Depois de ser absorvido pelo estômago e pelo intestino delgado, esse mineral começa a desempenhar sua principal função: a formação de ossos e dentes. Além da pasta dental enriquecida, outra boa fonte é a sardinha enlatada. Os chás são importantes fontes de flúor também. A ingestão de 1,5l de água fluoretada supre a necessidade diária para quem tem carência.
Cálcio - Ca - É o mais abundante no organismo. Constitui cerca de 1,5% a 2% do peso do corpo humano _ 99% está nos ossos e dentes e o 1% restante está no sangue e células. Não é um sal mineral, como alardeiam os rótulos de suplementos alimentares e vitamínicos. É um metal do grupo 2 da tabela periódica (metais alcalino-terrosos). O número atômico é o 20. No quesito alimentação, é encontrado nos derivados do leite de vaca e da soja. Outra fonte são as folhas verde-escuras, como espinafre, brócolis e agrião. Previne raquitismo, osteoporose, unhas fracas e queda de cabelo; reduz o colesterol; melhora a hipertensão arterial e é usado no tratamento contra a obesidade. O excesso provoca a calcificação excessiva dos ossos e tecidos moles, o surgimento de cálculos nos rins e interfere na absorção de ferro pelo organismo. A necessidade diária de uma pessoa adulta é de 1000mg, o equivalente ao consumo diário de um prato de repolho, brócolis e couve manteiga; dois copos de leite integral com três colheres de sopa de amaranto e uma fatia média de tofu.
Fósforo – P -  No corpo humano, 85% da quantidade total de fósforo estão nos ossos, mas esse metal do grupo 15 e número 15 também é necessário para o bom desempenho das células. Combinado ao cálcio, ele forma o maior componente dos ossos e dentes. Nos alimentos, está disponível nas carnes vermelhas, tâmara, salsa, brócolis, miúdos, gema de ovo, espinafre e no brasileiríssimo caldo de cana. Um copo de leite supre a necessidade diária de fósforo.
Potássio - K  - Todos se lembram do tenista Gustavo Kuerten saboreando uma banana nos intervalos dos jogos de tênis. O atleta estava simplesmente repondo os índices de potássio eliminados pelo esforço físico dispendido durante a partida. A banana é um dos alimentos mais ricos desse mineral/metal, de número atômico 19, pertencente ao grupo 1. O potássio é um nutriente vital e representa uma importante função no corpo reduzindo os níveis de sódio e ajudando a manter o equilíbrio. Além da banana, ele está disponível nas folhas verde-escuras, água de coco, cenoura, leite, carne, sementes de girassol, tomate e batatas. O total médio de potássio recomendado a um adulto pode ser conseguido com a ingestão de uma batata média cozida, quatro colheres de sopa de feijão e três bananas, divididas entre as refeições diárias.
Molibdênio – Mo - Pouco conhecido, é o mineral número 42 e está incluso no grupo 6. Está presente em pequena quantidade no organismo e é rapidamente absorvido no estômago e intestino delgado. As principais fontes dele são ervilha, feijão e lentilha. É importante para a estabilização do ácido úrico no organismo. Três colheres de sopa de feijão preto contêm a quantidade ideal a ser consumida por dia.
Cobre – Cu - A deficiência de cobre é rara, mas traz complicações sérias: anemia crônica, baixa pigmentação, deficiência no crescimento e queda no sistema imunológico, deixando o organismo propenso a infecções. Na quantidade certa, melhora o metabolismo da glândula tireóide. O metal pertence ao grupo 11, com número atômico 29. Em uma reação química, uma das ações desse mineral consiste em dar elétrons com maior facilidade. Ou seja: é um ótimo antioxidante (substância que combate os radicais livres, responsáveis pela formação das placas de gordura nas artérias). Para garantir uma boa nutrição, basta consumir fígado, frutos do mar, nozes, grãos integrais, ervilha e ameixa. A dose diária, de 900mcg, equivale, por exemplo, a quatro colheres de sopa de feijão roxo.
Ferro – Fe - Quando se pensa em uma alimentação saudável, todos se lembram da importância do ferro, essencial para o combate de anemias e desnutrição infantil. Tão vital que o Ministério da Saúde incluiu o mineral no preparo das farinhas industrializadas. Além de ser um antioxidante, o ferro está envolvido em tarefas como o transporte de oxigênio para todas as células e de elétrons para a produção de energia e síntese de DNA. Na tabela periódica, ele faz parte do grupo 8, com número atômico 26. Na alimentação, as carnes vermelhas destacam-se por conter ferro heme, um tipo melhor absorvido pelo organismo. Para homens e mulheres, de 19 a 50 anos, o consumo diário de ferro deve ser de 12mg, em média. Para quem é vegetariano, uma boa dica é o consumo de produtos ricos em vitamina C durante as refeições. Três colheres de sopa de feijão e um bife médio de carne bovina contém a quantidade diária ideal.

Veja mais em: http://caminhantes2.com/metal_e_mineral_20.html e
                       http://www.lactobacilo.com/nutrientes.htm

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Art.12 - Compulsão alimentar é distúrbio químico nos mecanismos da fome.



Comer demais, sem vontade, engolir rápido e sentir culpa são sinais da compulsão.

Comer demais de vez em quando é um problema que a maioria das pessoas enfrenta, principalmente nos finais de semana ou eventos especiais. Mas há aqueles que se descontrolam sempre na frente da comida, mesmo sem fome. Resultado: passam mal ou se sentem culpados.
O assalto à geladeira durante a noite também é característica da compulsão alimentar, um problema que atinge até 4% da população geral e 6% dos obesos – podendo alcançar metade dos indivíduos mórbidos, segundo dados da Associação Americana de Psiquiatria.


O compulsivo não tem hora para comer: é um "saco sem fundo" e abocanha qualquer coisa o tempo todo, mesmo quando o corpo não precisa de energia.
Como consequência, 75% das pessoas com esse distúrbio químico nos mecanismos da saciedade ganham muito peso, pois consomem mais calorias do que precisam por dia, principalmente na forma de doces e gorduras. Aquelas que não engordam, segundo o endocrinologista Alfredo Halpern, é porque têm compensação calórica inconsciente ou um metabolismo muito bom.
Além disso, muitos indivíduos compulsivos também sofrem de depressão, ansiedade e outros transtornos psíquicos, como explicou o psiquiatra Adriano Segal.
O especialista disse que alguns pacientes chegam a comer alimentos crus ou congelados, não por prazer, mas por descontrole. E, num prazo curto de 2 horas, essa ingestão pode chegar a 15 mil calorias, sendo que um adulto normal precisa em média de 2 mil calorias por dia para viver.
De acordo com Halpern e Segal, a compulsão também pode estar associada a um transtorno bipolar e a uma personalidade de excessos, como acontece com compras e drogas, por exemplo. E os episódios de "ataque" são mais frequentes no fim da tarde e à noite, quando a pessoa chega a consumir até 50% das calorias totais daquele dia.


Alguns pacientes fazem misturas inacreditáveis, como pão com leite condensado e chocolate, biscoito de chocolate recheado com queijo branco ou biscoito salgado com iogurte – e por aí vai.
As mulheres costumam sofrer mais, e aliar esse comportamento a dietas malucas ou remédios para emagrecer sem prescrição médica.
Uma regra de ouro que o Bem Estar já ensinou é esperar 20 minutos depois de comer e antes de repetir o prato, para o cérebro perceber se o corpo ainda está com fome.
Tratamento
No caso de doenças crônicas e psiquiátricas, como a compulsão alimentar, raramente se fala em cura, mas em tratamento.
Os cuidados são comportamentais, com a mudança de estilo de vida, reeducação alimentar e a prática de exercícios, ou farmacológicos, com a administração de medicamentos antidepressivos (que modificam os caminhos da serotonina no corpo) e indutores de saciedade.
Os médicos aconselham a atividade física para esses pacientes porque os exercícios diminuem os níveis de depressão e ansiedade, com a liberação de endorfina, hormônio que dá sensação de prazer e substitui a serotonina liberada pela comida, cujo efeito é semelhante.
Quem pratica exercícios também queima mais calorias e tende a comer menos gordura, o que facilita o controle de peso e melhora o funcionamento intestinal, contribuindo de forma ampla para o tratamento do problema.

 
Se voce quiser saber mais, acesse o site:



segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Art.11 - 8 vegetais por dia é tudo de que você precisa

A receita ajuda a viver mais e melhor, mantendo um peso saudável e afastando os riscos de sofrer com colesterol alto, hipertensão e doenças do coração

Por Rita Trevisan e Louise Vernier Fotos Fabio Mangabeira

Um levantamento feito por cientistas britânicos da Universidade de Oxford, envolvendo 300 mil pessoas com idades entre 40 e 85 anos, mostrou que consumir oito porções de vegetais - grupo do qual fazem parte as verduras, os legumes e as frutas - já é o suficiente para diminuir em 22% a chance de morrer de uma doença cardíaca. O estudo, publicado no periódico European Heart Journal, vem se somar a outras investigações científicas que apontam para a mesma evidência: a de que consumir mais vegetais, no dia a dia, só traz benefícios à saúde. "Diversas pesquisas já indicaram que um maior consumo de vegetais pode auxiliar no controle da pressão arterial e do colesterol, na redução da formação de placas de gordura na parede das artérias, prevenindo problemas de coração. Os vegetais foram apontados também como um fator protetor para pessoas com doenças respiratórias, uma vez que podem ajudar a melhorar o fluxo de ar", explica a nutricionista Michelle Grillo Barone, do GANEP Nutrição Humana. Como se não bastasse, frutas, legumes e verduras, de forma geral, são pobres em calorias, ricos em vitaminas e minerais, e excelentes opções de alimentos para quem quer perder ou controlar o peso de forma saudável.

Variedade é a chave
Então, não restam dúvidas de que a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que indica a ingestão de cinco porções de vegetais por dia (cerca de 400 g), pode e deve ser revista. "Frutas, legumes e verduras contêm uma lista enorme de nutrientes, e uma dieta saudável é alcançada pela variedade", diz a endocrinologista e nutróloga Ellen Simone Paiva, do Centro Integrado de Terapia Nutricional (CITEN). Tanto as vitaminas quanto os minerais protegem contra as deficiências nutricionais, repondo nossos estoques e aumentando a resistência às infecções.
Por outro lado, estamos falando de alimentos que carregam um ótimo potencial antioxidante. "O estresse oxidativo tem um papel significativo no desenvolvimento da maioria das doenças e no envelhecimento. E algumas substâncias bioativas contidas nos vegetais ajudam a combatê-lo. São os polifenóis ou compostos fenólicos, os glicosinolatos e os carotenoides, entre outros", esclarece a nutricionista funcional Elaine de Pádua, autora do livro O que tem no prato do seu filho? - um guia prático de nutrição para os pais (Alles Trade).
Por fim, quando comemos mais vegetais, estamos oferecendo ao organismo uma dose extra de fibras, essenciais para regular o funcionamento intestinal. "Nossa alimentação está cada vez mais carente de fibras, e o que os vegetais têm em comum é que, além de fornecer nutrientes indispensáveis ao bom funcionamento do organismo, eles também são ricos em fibras. Essas fibras, por sua vez, auxiliam na formação do bolo fecal, permitindo a eliminação mais rápida das toxinas e promovendo uma verdadeira limpeza de todo o trato intestinal", afirma o nutrólogo Wilson Rondó.
No trabalho dos cientistas de Oxford, foram avaliados os efeitos do consumo de oito porções diárias de frutas, verduras e legumes. As leguminosas, como feijão, os cereais e as castanhas não entraram nessa conta. Além disso, vale esclarecer que o estudo foi feito com pessoas de meia-idade. Sendo assim, os resultados positivos podem ser aplicados em adultos e idosos. "Para as crianças, as recomendações continuam em seis porções diárias", afirma Michelle.
Melhor hora para comer
Na hora de montar o prato, o fundamental é investir na variedade. "Quanto mais colorido, melhor", garante Jocelem Mastrodi Salgado, professora de Nutrição da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP) e autora de diversos livros, entre eles Alimentos inteligentes (Ediouro). Segundo a especialista, variar as frutas, legumes e verduras que consumimos diariamente é excelente opção para garantir nutrição completa e balanceada. Ainda assim, é preciso considerar que alguns alimentos, dentro desses grupos, reúnem um grande número de propriedades benéficas e, por isso mesmo, devem ser consumidos com frequência. É o caso dos 8 vegetais eleitos para ilustrar esta matéria.
No dia a dia, os legumes e as verduras podem ser ingeridos nas refeições principais, acompanhando a proteína. Já as frutas devem ser consumidas preferencialmente nos intervalos entre as refeições. "Pode-se usar as frutas como sobremesa de vez em quando, mas o ideal é que isso não seja uma regra, para não elevar demasiadamente o índice e a carga glicêmica da refeição", adverte a nutricionista funcional Carla Cotta, da clínica Vitalle (RJ). Além disso, a glicose das frutas pode atrasar a digestão das proteínas e favorecer a formação de gases.
1 Amora, uva, ameixa e morango
Todas essas frutas são ricas em substâncias antioxidantes, conhecidas como antocianinas. "Esse composto protege os órgãos vitais contra a ação dos radicais livres, que causam danos às células saudáveis", explica Elaine de Pádua.
Quantidade ideal: Elas devem ser consumidas pelo menos duas vezes por semana. E, quanto mais escura for a tonalidade da fruta, melhor.
2 Laranja
Rica em vitamina C, é antioxidante, atua sobre o sistema imunológico e ajuda a reduzir o risco de câncer. As membranas entre seus gomos fornecem pectina, uma fibra solúvel que ajuda a controlar os níveis de colesterol e ainda favorece o bom funcionamento do intestino, o que justifica que se dê preferência ao consumo da fruta in natura.
Quantidade ideal: Três vezes por semana.
3 Mamão
A fruta combate a prisão de ventre e a formação de gases, graças às substâncias laxativas e às fibras que contém. Além disso, é uma excelente fonte de vitamina C, de cálcio e potássio, entre outros minerais importantes para o controle da pressão e para prevenir problemas cardiovasculares.
Quantidade ideal: Deve ser consumido pelo menos duas vezes por semana.
4 Banana
É fonte de potássio, mineral capaz de garantir o bom funcionamento dos músculos. A fruta também fornece carboidratos, que ajudam a manter a energia em alta, além de uma quantidade considerável de fibras.
Quantidade ideal: Consuma três vezes por semana.
5 Brócolis
Ótima fonte de isotiocianatos e indóis. Apesar do nome complicado, essas substâncias são consideradas quimiopreventivas e contribuem para prevenir alguns tipos de câncer. "Diversas pesquisas já mostraram que o consumo frequente dessa hortaliça também ajuda a minimizar os riscos de catarata, a reduzir o colesterol no sangue e a afastar o risco de doenças cardiovasculares", completa Elaine. No caso específico do brócolis, um estudo publicado recentemente mostrou que o calor destrói uma enzima importante para a quebra dos glicosinatos, justamente as substâncias que protegem contra o câncer. "Portanto, recomendase que esse vegetal não seja cozido, mas apenas escaldado em água fervente", ensina Jocelem.
Quantidade ideal: Para tirar proveito, consuma o brócolis pelo menos uma vez por semana.
6 Goiaba e tomate
Ambos contêm licopeno, substância que ajuda a prevenir vários tipos de câncer, entre eles o de pele. "Pesquisas recentes indicam que o licopeno aumenta a resistência aos raios ultravioleta", diz a nutricionista funcional Elaine de Pádua. O legume também é poderoso contra o câncer de próstata. "A concentração de licopeno pode ser até dez vezes maior no tomate maduro do que no verde. E mais: ele é um dos poucos alimentos que, se cozidos, não perdem propriedades. Ao contrário, a disponibilidade desse composto aumenta quando ele é submetido ao calor do fogo", explica Jocelem Salgado.
Quantidade ideal: Coma pelo menos 2 colheres (sopa) de molho de tomate três vezes por semana. Já a goiaba deve ser consumida pelo menos uma vez por semana, com casca, para garantir um elevado aporte de fi bras e vitaminas.
Coma frutas como sobremesa só de vez em quando.
O ideal é que isso não seja uma regra, para não elevar demasiadamente o índice e a carga glicêmica da refeição
7 Couve-manteiga
Reúne alta quantidade de minerais como cálcio, magnésio e ácido fólico. "Também ajuda a manter os níveis de serotonina estáveis, o neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar", diz Elaine. Quantidade ideal: Dê preferência para consumi-la crua, cortada em forma de salada, pelo menos uma vez por semana.
8 Cebola e alho
São repletos de sulfetos alílicos, compostos que protegem contra doenças cardiovasculares, hipertensão e câncer gástrico. O ideal é consumi-los crus. Porém, devido ao sabor forte, é mais comum que esses alimentos sejam adicionados a outras preparações, como o arroz e o feijão, passando pelo processo de cozimento. Ainda assim, eles guardarão boa parte de suas propriedades nutricionais. Outra orientação importante: eles precisam ser esmagados ou picados em pedaços bem pequenos para liberarem alguns compostos que fazem bem à saúde, como a própria alicina.
Quantidade ideal: O importante é que sejam consumidos diariamente. Em geral, uma cebola inteira e seis dentes de alho, divididos em todos os pratos servidos nas refeições principais, são o suficiente.
Atingir essa meta é mais fácil do que você pensa. Quer ver só?
Para provar que a missão é possível, a nutricionista Bianca M. Chimenti Naves, do Espaço N.O. (SP), elaborou um cardápio de sete dias, com sugestões de como incluir oito porções de vegetais nas refeições que você já costuma fazer. Confira!

Dia 1

Café da manhã
● 2 fatias finas de mamão formosa
Lanche da manhã
●1 banana média
Almoço
● 1 prato (sobremesa) de salada de alface americana
● 7 tomates cerejas
● 2 e ½ colheres (sopa) de chuchu cozido
Lanche da tarde
● 1 xícara (chá) de morangos
Jantar
● 1 prato (sobremesa) de salada de repolho roxo
● 3 ramos de couve-flor cozidos

Dia 2
Café da manhã
● 1 laranja-pera média
Lanche da manhã
● 1 caqui médio
Almoço
● 1 prato (sobremesa) de salada de rúcula
● 2 colheres (sopa) de berinjela cozida
Lanche da tarde
● 1 pote de salada de frutas
Jantar
● 1 prato (sobremesa) de salada de couve-manteiga picada
● 1 abobrinha recheada com ricota

Dia 3
Café da manhã
● 2 fatias finas de melão
Lanche da manhã
● 1 goiaba pequena
Almoço
● 1 prato (sobremesa) de salada de agrião
● 2 palmitos picados
● 2 colheres (sopa) de vagem cozida
Lanche da tarde
● 1 banana assada com canela
Jantar
● 1 prato (sobremesa) de salada de alface mimosa
● 3 colheres (sopa) de espinafre cozido

Dia 4
Café da manhã
● 1 fatia média de abacaxi
Lanche da manhã
● 1 pêssego grande
Almoço
● 1 prato (sobremesa) de salada de acelga picada
● 2 colheres (sopa) de beterraba crua ralada
● 3 colheres (sopa) de abobrinha cozida
Lanche da tarde
● 1 laranja-lima média
Jantar
● 1 prato (sobremesa) de salada de catalônia
● 6 e ½ aspargos cozidos

Dia 5
Café da manhã
● 1 banana média
Lanche da manhã
● 1 cacho pequeno de uva
Almoço
● 1 prato (sobremesa) de salada de alface roxa
● 4 fatias de tomate
● 4 e ½ colheres (sopa) de brócolis cozido
Lanche da tarde
● 1 laranja-pera média
 Jantar
● 1 prato (sobremesa) de salada de radicchio
● 5 colheres (sopa) de repolho cozido

Dia 6
Café da manhã
● 1 fatia média de abacaxi
Lanche da manhã
● 1 mexerica média Almoço
● 1 prato (sobremesa) de salada de almeirão
● ½ alcachofra cozida
● 1 colher (servir) de couve-manteiga crua, cortada bem fina
Lanche da tarde
● ½ manga haden
Jantar
● 1 prato (sobremesa) de salada de alface lisa
● 1 berinjela recheada com carne moída

Dia 7
Café da manhã
● ½ mamão papaia Lanche da manhã
● 1 kiwi grande
Almoço
● 1 prato (sobremesa) de salada de repolho picado
● 3 rabanetes fatiados
● 2 colheres (sopa) de abóbora cozida
Lanche da tarde
● 3 ameixas pretas pequenas
Jantar
● 1 prato (sobremesa) de salada de alface crespa
● 1 tomate l ¼ de pepino


Veja artigo completo em:
http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/98/artigo215709-1.asp